Essa história de "Boa noite Teresina" não está acertando o alvo. Eu que anteontem, ontem, hoje e sempre preciso da madrugada e do bar aberto não tenho como descansar as intempéries da vida profissional e pessoal de forma tranquila. Ficar olhando o relógio e apressando a embriaguez porque o bar vai fechar é o cúmulo. Eu, como contribuinte, como cidadão, como ser humano que vive num país que, por meio dos dispositivos constitucionais, garante a livre locomoção e escolha do modo de vida sou interrompido de minha felicidade pela deficiência mental de alguns legisladores e figurinhas estúpidas do executivo.
Mas vamos lá, a questão é:
A violência em Teresina diminuiu com o toque de recolher?
O crime é dinâmico, o assaltante apenas mudou o horário de trabalho, os arrastões em bares e restaurantes não diminuiu, pelo contrário, já virou prática corriqueira.
Os arrastões nos ônibus já começaram, a exemplo dos sequestros relâmpagos que foram importados do eixo (fora de eixo) Rio-Sampa.
Mas vamos lá, eu tenho que ir embora mais cedo. O assaltante já foi dormir para acordar mais cedo e me pegar às sete da manhã no ponto de ônibus. Que é que eu quero ficar fazendo na rua depois das 3h.
Astronomia do absurdo!
domingo, 11 de março de 2007
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